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Histórico do Regimento

Publicado: Terça, 30 de Março de 2021, 18h41 | Última atualização em Quinta, 08 de Abril de 2021, 13h17 | Acessos: 1588

 

2° REGIMENTO DE CAVALARIA DE GUARDA

REGIMENTO ANDRADE NEVES

 

 

O 2° RCG é uma Organização Militar Diretamente Subordinada (OMDS) ao Comando Militar do Leste (CML), sediado na cidade do Rio de Janeiro – RJ. Sua origem remonta ao 2° Império, quando ministro da Guerra, Tomás Coelho, criou o 9° Regimento de Cavalaria Ligeiro[1] (9° RCL), na cidade de Outro Preto, através do decreto número 10.015 de 18 de agosto de 1888.

No ano seguinte, Cândido Luís Maria de Oliveira – substituto provisório do Visconde de Maracaju, ministro da guerra – determinou que o 9° RCL fosse transferido para a capital federal. Em consequência, o Cap Antônio Carlos Fernandes Leão, comandante daquela Unidade trouxe sua tropa para a cidade do Rio de Janeiro e instalou-a no quartel do 1° Regimento de Cavalaria, em São Cristóvão.

Face ao cenário político tumultuado que existia no Rio de Janeiro em 1889, o Regimento teve ativa participação na proclamação da República ocorrida em 15 de novembro daquele ano, o que foi intensificado graças à personalidade de seu comandante, o Maj Frederico Sólon Sampaio Ribeiro, republicano convicto. Corroborando o argumento anterior destaca-se o episódio, onde o Maj Sólon Ribeiro foi ao Passo Imperial e entregou uma carta a D. Pedro II, exigindo que o imperador e sua família deixassem o país.

Após a Proclamação da República, o Regimento teve seu nome alterado para 9° Regimento de Cavalaria (9° RC), sem sofrer qualquer alteração organizacional. Na sequência, em 1908, a Unidade sofreu nova alteração, graças ao decreto n° 6791, sendo dividido em três novas Organizações Militares (OM), que constituiriam o embrião dos atuais 17° Regimento de Cavalaria Mecanizado, 7° Regimento de Cavalaria Mecanizado e 2° Regimento de Cavalaria de Guarda.

Em adição ao exposto, é necessário evidenciar o programa de reestruturação do Exército, proposto pelo Marechal Hermes da Fonseca, Ministro da Guerra (1906-1908), como principal força motriz no processo de readequação das Unidades. Nesse contexto, destaca-se a Lei n° 1860, de 03 de janeiro de 1908, que designou novas estruturas e redistribuiu os efetivos de oficiais e praças. Essa Lei criou o serviço de “Trem” para funcionar em complemento às Armas já existentes (Infantaria, Cavalaria, Artilharia e Engenharia). Os claros do Serviço deveriam ser preenchidos por militares pertencentes à Cavalaria, razão pela qual, elementos do 4° Esquadrão (Esqd) do extinto 9° RC foram reorganizados no Esquadrão de Trem da 1ª Brigada Estratégica, cujo primeiro comandante foi o capitão Augusto Ignácio do Espírito Santo Cardoso.

Haja vista a vocação inicial dos oficiais e das praças do Esqd e a falta de uma doutrina vigente para o Serviço de Trem, a OM foi equipada e instruída como um esquadrão de Cavalaria Isolado. Visando à capacitação de seus quadros e melhora do adestramento foi dado grande ênfase às atividades de instrução, por exemplo, as palestras mensais proferidas pelos oficiais da Subunidade (SU) acerca da Arma de Cavalaria e os exercícios conjuntos de “dupla-ação”, executados em julho de 1913 e julho de 1914, onde os três pelotões do Esqd atuaram juntamente ao 1°/1° Regimento de Infantaria e ao 2°/1° Regimento de Infantaria. O corolário dessa postura foi a obtenção de elevados padrões de desempenho e de expressivos resultados em competições de Patrulhas de Cavalaria.

No período entre 1915 e 1921, a Unidade passaria por diversas transformações decorrentes de decretos. O primeiro deles, o de número 11.498, de 23 de fevereiro de 1915, criava o 3° Corpo de Trens com a seguinte dotação: dois Esqd e um depósito de remonta móvel formado pelo Esqd de Trem da 1ª Brigada Estratégica; a fim de compor a tropa da 3ª Divisão de Exército (3ª DE). O segundo, número 13.674, de 02 de julho de 1919, modificava a numeração das Unidades do Exército. Em consequência, a 3ª DE transformou-se em 1ª DE e o 3° Corpo de Trens, em 1° Corpo de Trens. Por último, o decreto número 15.235, de 31 de dezembro de 1921, transformou o 1° Corpo de Trens em 15° Regimento de Cavalaria Independente (15° RCI), composto por dois Esqd e um pelotão de metralhadoras leves. Cada SU do 15° RCI possuia um capitão, dois primeiro tenentes e dois segundo tenentes.

Foi com essa designação que a OM combateu a revolta tenentista de 1922. Mantendo-se do lado legalista, o 15° RCI concentrou seus meios em 04 de julho e, na madrugada do dia seguinte, marchou em direção à Escola Militar do Realengo. Nesse combate entre compatriotas, o Sd Hipóllito José dos Santos, do pelotão do 1° Ten José Teófilo de Arruda, foi ferido mortalmente, fato que, à época, foi reconhecido como batismo de fogo da Unidade.

Dois anos mais tarde, o 15° RCI compôs as forças que lutaram contra a revolução paulista de 1924. Durante aproximadamente dois meses, 19 oficiais, 281 praças, 270 equinos e 16 muares cruzaram o estado de São Paulo, de leste a oeste, em defesa da legalidade. Pondo fim à problemática década de vinte, destaca-se a assunção do comando do Regimento pelo Tenente-Coronel Eurico Gaspar Dutra em 1° de junho de 1929.

Em 10 de março de 1932, foi outorgado o decreto número 21.142, cujo corolário foi a extinção do 15°RCI e sua reorganização como Regimento Escola de Cavalaria (REsC). A nova unidade foi concebida para ser um polo de estágios para oficiais subalternos e praças da Arma de Cavalaria, visando a permanente evolução da arte da guerra e a ratificação de novas técnicas, táticas e procedimentos que, a posteriori, seriam irradiados para as demais unidades da Arma. Ainda que sua denominação tivesse mudado, o REsC manteve o ideal legalista de seu antecessor e, em 17 de julho de 1932, embarcou seus meios na estrada de ferro Central do Brasil a fim de combater a revolta constitucionalista de São Paulo. Nesse cenário, a OM se manteve em operações durante mais de três meses, combatendo de Resende à Pindamonhangaba, zona de ação (Z Aç) do vale do rio Paraíba do Sul, na qual destacam-se os combates de Engenheiro Passos, Queluz, Silveira, Cruzeiro, Cachoeira Paulista e Canas. Em 23 de novembro de 1932, o Regimento retornou ao seu aquartelamento na Vila Militar.

Em 1° de agosto de 1934, através da Mensagem Presidencial n° 24.287, de 25 de maio de 1934, o REsC recebeu a denominação histórica de Regimento Andrade Neves, em homenagem ao Brigadeiro José Joaquim de Andrade Neves, Barão do Triunfo, um dos maiores ícones da cavalaria imperial. No ano seguinte, no dia 06 de setembro de 1934, o Gen João Gomes Ribeiro, entregou o estandarte histórico à Unidade.

Em 1935, o REsC atuou na repressão à Intentona Comunista. Na madrugada do dia 27 de novembro, Unidades da Vila Militar, Praia Vermelha e do Campo dos Afonsos se amotinaram. Em consequência, o Comandante da 1ª Brigada de Infantaria deu ordem, às 04h e 30min, para que o Regimento constituísse a Força de Vanguarda daquela Grande Unidade (GU) e marchasse em direção à Escola de Aviação do Exército no Campo dos Afonsos, a fim de combater os revoltosos. Como o Regimento Andrade Neves estava à frente da coluna, foi a primeira OM a entrar em combate, no qual o Sd José Alves de Menezes foi ferido.

Dois anos mais tarde, no cenário da adoção do Estado Novo, o Ministro da Guerra, Gen Eurico Gaspar Dutra comandou uma concentração de tropas no sul do país para isolar José Antônio Flores da Cunha, governador do estado do Rio Grande do Sul, e suas tropas. Atendendo às determinações do Escalão Superior (Esc Sup), recebidas em 08 de maio, o REsC deslocou seus meios conforme a citação a seguir:

O efetivo se deslocou em três escalões entre os dias 9 e 10 de maio. No total, o Regimento partiu do Rio de Janeiro com 33 oficiais, 8 aspirante-a-oficial, 41 sargentos e 499 cabos e soldados, totalizando um efetivo de 622 militares. Além disso, foram empregados 528 cavalos e 53 muares, (...) 28 viaturas “transpomóveis”, 3 caminhões e 1 veículo de passageiros. Todo esse efetivo foi transportado por via férrea (ASSIS et al, 2010. P. 61)

Durante a marcha para o sul, o REsC empregou diversos meios de transporte, como o ferroviário, o rodoviário e o marítimo; além disso, a OM passou pelas seguintes cidades: Osasco, SP, 11 de maio; Rio Caçador, SC, 17 de maio; Joinville, SC, 1° de junho e Criciúma, SC, 16 de junho. Na cidade de Criciúma, o Regimento Andrade Neves passou a ser subordinado à 5ª Região Militar e buscou manter uma rotina de instrução e serviço. Em 10 de outubro daquele ano foi anunciado o Estado Novo, o que pôs fim ao clima de instabilidade. Mesmo assim, o REsC permaneceu em Criciúma até o dia 07 de novembro, chegando ao Rio de Janeiro exatamente um mês depois.

Ainda que as duas décadas seguintes tenham transcorrido com relativa normalidade para a OM, destacam-se 98 militares, que compuseram a Força Expedicionária Brasileira (FEB), enviada à Europa para combater o nazifascismo.

Na década de 1960, o Regimento Andrade Neves possuía grande prestígio entre as unidades do Exército Brasileiro e elevado espírito de corpo. Sua designação como “Unidade Escola” lhe incumbia de apoiar todos os cursos e estágios referentes à Arma de Cavalaria, sediados no Rio de Janeiro, em especial o Curso de Cavalaria (C Cav) da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO). Esta missão exigia que os claros do REsC fossem mantidos sempre completos. Nesse período, a OM participou de outro ponto de inflexão da história nacional: a contrarrevolução de 31 de março de 1964. O Gen Pimentel, apud ASSIS et al (2010), destaca que houve uma escalada de tensão na Vila Militar, no intervalo compreendido entre a renúncia de Jânio Quadros (25 de agosto de 1961) e 1964, o que ocasionou a manutenção da tropa aquartelada durante longos períodos. Mesmo assim, o Cmt Rgt, Cel Anísio, manteve a disciplina da tropa e não houve alterações sérias a serem registradas.

Em 31 de março de 1964, ocorreu a contrarrevolução. Alinhado ao comando da Vila Militar, o REsC inicialmente permaneceu do lado do governo deposto. Neste ensejo, a U recebeu a missão de guarnecer a Vila Militar. Para atingir esse objetivo, as frações do Rgt foram empregadas de forma descentralizada, por exemplo, o Pelotão de Canhões Anticarro do Ten Pimentel, que bloqueou a saída dos carros de combate do 3° Batalhão de Carros de Combate em Realengo.

Ao final da década de 1960, o Exército Brasileiro começou nova reorganização com o intuito de introduzir os meios mecanizados. O primeiro impacto da mecanização foi a readequação do currículo do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da EsAO, cujo conteúdo evoluiu para adaptar-se à nova realidade da Arma.

Fruto da Portaria Ministerial Reservada n° 038, de 7 de novembro de 1972, houve nova reorganização, que alterou o nome da Unidade para 19° Regimento de Cavalaria (Escola) – 19° RC (Es) -. No ano seguinte, foi organizado o Pelotão de Operações Especiais (PelOpEs) do Regimento, composto por 43 militares, sendo um oficial, seis sargentos, três cabos e trinta e três soldados. O PelOpEs passou por um estágio de instrução, cujo o início foi no próprio 19° RC (Es) e o término, na Brigada de Infantaria Paraquedista.

Em 19 de março de 1975, o 19° RC (Es), o 15° R C Mec, o 1° RCC[2] e o 3° RCC realizaram uma instrução conjunta para os capitães-alunos do C Cav EsAO acerca da evolução da Arma. O episódio marcou a última cooperação de instrução entre o Regimento Andrade Neves e aquele Estabelecimento de Ensino, haja vista que as mudanças advindas da mecanização do Exército Brasileiro tornaram o emprego ostensivo de equinos em um teatro de operações convencionais obsoleto. Face à perda da designação “Escola”, o Comando do Rgt enviou um documento à 1ª DE, solicitando a reestruturação da OM como uma Unidade de Guarda, o que foi atendido em 31 de outubro de 1975, através da Portaria Ministerial n°047. Dessa maneira, surgiu o 2° Regimento de Cavalaria de Guarda, cujas principais missões eram aquelas ligadas à guarda e ao cerimonial a cavalo.

Nesse contexto, destaca-se a Operação de segurança do Palácio Duque de Caxias em 1984, por ocasião dos comícios da campanha de “Diretas já”. Ainda na década de oitenta, em fevereiro de 1988, ressalta-se a atuação do 2° RCG em proveito dos cidadãos cariocas atingidos por enchentes. Na oportunidade, o Rgt realizou ações de apoio à população, como transporte de pessoal, montagem de barracas, vacinação e distribuição de mantimentos.

Na década seguinte, a cidade do Rio de Janeiro sediou a Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e desenvolvimento, batizada de Eco 92, entre os dias 3 e 14 de junho de 1992. Como OM de Guarda do CML, o Regimento Andrade Neves recebeu a missão de prover a segurança de vias entre o Centro da Cidade e a Zona Sul. Em 1995, o Ministro do Exército, Gen Ex Zenildo Zoroastro de Lucena, sancionou a Portaria Ministerial n° 037, de 22 de junho de 1995, que reestabeleceu como missão do Rgt apoiar a instrução da EsAO! Além disso, o documento recriou o REsC, que passou a ser subordinado ao Grupamento de Unidades Escola / 9ª Brigada de Infantaria Motorizada.

À força da missão exposta no parágrafo anterior, a OM foi novamente reorganizada a fim de possuir em seus quadros as diferentes frações da Arma de Cavalaria. Naquela época, a U possuía as seguintes SU: 1 Esquadrão de Fuzileiros Hipomóveis (Esqd Fuz Hipo); 1 Esquadrão de Carros de Combate Escola (Esqd CC Es); 1 Esquadrão de Cavalaria Mecanizado Escola (Esqd C Mec Es) e 1 Esquadrão de Comando e Serviço (Esqd C Sv). Além disso, em 1996, a Escola de Equitação do Exército foi incorporada ao REsC. A citação a seguir destrincha quais eram as missões de cada uma dessas SU.

Dentro dessa estrutura, o Esquadrão de Carros de Combate, basicamente, apoiava os exercícios da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais. O Esquadrão de Cavalaria Mecanizada, além do apoio à instrução da EsAO, realizava missões variadas como a segurança para a visita do Papa João Paulo II, em 1997. O Esquadrão Hipomóvel, além do cerimonial militar, realizava o apoio à instrução da Escola de Equitação do Exército, auxiliando, também, na organização dos eventos hípicos e a EsEqEx ministrava seus cursos de especialização, tendo sempre à frente um Diretor de Ensino nomeado para a função. (ASSIS et al, 2010. Op. Cit)

Por isso, o Coronel R/1 Bernardes, apud Assis et al (2010), lembra que o Cmt do REsC era carinhosamente chamado de “coronel de brigada”[3], em virtude da complexidade do seu Regimento. Com esses meios, o REsC participou de importantes missões no biênio 1997-1998, como a operação de segurança para a visita do Papa João Paulo II ao Rio de Janeiro e a operação de controle e fiscalização das urnas eletrônicas utilizadas nas seções eleitorais da Zona Oeste da cidade.

Ao ingressar no século XXI, o Regimento Andrade Neves continuou a participar de operações de grande vulto. Neste ensejo, organizou um Esquadrão de Fuzileiros Mecanizado (Esqd Fuz Mec) para compor o 3° contingente da MINUSTAH[4]. Para isso, foram empregados 158 militares do REsC, cuja maior parte pertencia ao Esqd C Mec da OM, comandados pelo Cap Fábio Cordeiro Pacheco. O Esqd Fuz Mec iniciou seu treinamento em 23 de janeiro de 2005; embarcou para o Haiti em 25 de maio de 2005 e retornou ao Brasil em 3 de dezembro do mesmo ano.

O Regimento Andrade Neves contribuiu novamente para a MINUSTAH ao enviar um Pelotão de Fuzileiros Mecanizado (Pel Fuz Mec), comandado pelo 1° Ten Gediel Saldanha Júnior, para compor o 8° contingente da MINUSTAH em 2007. No mesmo ano, a OM participou, entre os dias 13 e 29 de julho, como Força de Segurança e Apoio dos 15° Jogos Pan-Americanos, ocorridos na cidade do Rio de Janeiro.

Quanto ao aspecto organizacional, o ano de 2007 marcou nova mudança para o Regimento Andrade Neves, haja vista que a U perdeu sua designação “Escola”, teve a EsEqEx emancipada e foi reestruturada com OM de Guarda. Consequência disso, o 2° RCG perdeu seus Esqd CC e C Mec. Doutrinariamente, deixou de apoiar as instruções do C Cav EsAO e passou a ser vocacionado para garantir a segurança das instalações e realizar o cerimonial a cavalo. Na segunda década do século XXI, destacou-se a participação do Rgt na condução das modalidades equestres do 5º Jogos Mundiais Militares do CISM, em 2011, e a operação de segurança da 20ª Copa do Mundo de Futebol de FIFA, ocorrida em 2014.

 

 

Texto: 1° Ten Knippel

 

[1] Unidade que mais tarde daria origem a diversos Regimentos. Entre eles, o Regimento Andrade Neves.

[2] Regimento de Carros de Combate (RCC)

[3] O termo é uma brincadeira, nascida da junção do posto de “coronel” e do posto de “general de brigada” (primeiro posto do generalato) para criar um posto intermediário, atribuído ao Cmt do Regimento Andrade Neves.

[4] Acrônimo originado do francês “Mission des Nations Unies pour la stabilisation en Haïti”. Era a missão da ONU para estabilização do Haiti, cujo componente militar era chefiado pelo Brasil, ocorrida entre 2004 e 2017.

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